A ONG Oceânica foi fundada em agosto de 2002, em Natal (RN), e surgiu a partir da iniciativa de pesquisadores envolvidos com causas ambientais marinhas. Hoje a Oceânica conta também com profissionais diversificados e estudantes. Este grupo têm como missão desenvolver projetos de pesquisa e ação comunitária voltados à conservação ambiental e desenvolvimento sustentável. Desde então, a ONG Oceânica vem se fortalecendo através do trabalho em equipe e das parcerias conquistadas ao longo dos anos.
As primeiras atividades aconteceram no ano de 2003, com a parceria da Oceânica com a Australiana Clean-up the world e com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em um evento do “Dia Internacional de Limpeza de Praia”. Desde então esta vem ocorrendo nos seguintes anos, nas praias do Rio Grande do Norte, em meados do mês de setembro,.
Ainda em 2003, a ONG Oceânica se engajou no Programa Cidade do Conhecimento “Rede Pipa Sabe”, desenvolvido pela Universidade de São Paulo (USP), sendo responsável pelo projeto “Amigos da Pipa – educação ambiental para jovens e crianças da comunidade”.
No ano de 2004, crianças e pescadores de Maracajaú (RN) participaram de oficinas de educação ambiental promovidas pela Oceânica e Laboratório de Geociências (UFRN).
A partir do ano de 2004, os projetos da ONG Oceânica expande suas atividades para o mar de Fernando de Noronha (PE). Neste ano, foi desenvolvido o projeto “Amiguinhos do Polvo”, voltado para a educação ambiental de crianças, onde foram realizadas oficinas ambientais visando à preservação dos polvos. Atualmente, estão sendo desenvolvidos dois projetos no arquipélago: “Monitoramento dos Tubarões” (tubarões Cabeça de cesto, Lambarú e Papa-areia) no Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, onde estão sendo feitos estudos científicos complementares sobre a ecologia das espécies e conscientização da comunidade de Noronha para respeitar e praticar medidas de manejo de pesca. Além deste projeto, está sendo realizado desde 2004 o Projeto Ouriço-Branco, que caracteriza e monitora a população de ouriço-branco (Tripneustes ventricosus), também na Reserva Biológica Marinha do Atol das Rocas (RN).
A partir de 2005, a Oceânica em parceria com a UFRN e o IDEMA, promovem o Programa de Monitoramento nos Parrachos de Maracajaú (PROMAR), que visa monitorar as atividades de turismo na Área de Proteção Ambiental Estadual dos Recifes de Corais – APARC, além de apoiar pesquisas envolvendo a biodiversidade marinha local.
Em 2006 foi firmada a parceria com o Programa Reef Check Brasil que faz parte do programa internacional de monitoramento de recifes de coral envolvendo mergulhadores recreacionais, surfistas e cientistas marinhos. Ainda neste ano, integrantes da Oceânica participaram da elaboração do diagnóstico ambiental em recifes na área de Pirambúzios, sendo tal diagnóstico solicitado pelo IDEMA.
Em 2008, a Oceânica inicia o projeto “Raia de Fogo” - Relação comunidade-elasmobrânquios e ecologia de Dasyatis marianae na área do Parracho de Maracajau-RN através do financiamento da Fundação O Boticário de Proteção a Natureza. Além de descrever a ecologia da raia de fogo, este trabalho enfoca a exploração comercial dos elasmobrânquios na região.
Também em 2008, integrantes da ONG Oceânica participaram do estudo sobre os possíveis impactos ambientais da água hipersalina descartada na Laje do Boldró focando peixes blenídeos (peixes-macaco) no Arquipélago de Fernando de Noronha. Tal pesquisa foi realizada através da UFRN, financiada pelo CNPq.
Em 2008, a Oceânica submeteu o Projeto “Ponta de Pirangi – Conhecendo e Preservando seus Recifes Costeiros” para a seleção nacional do Programa Petrobras Ambiental 2008. O processo de seleção contou com a inscrição de 892 projetos de todo Brasil, sendo 47 contemplados. Entre os vitoriosos apenas 12 constaram dentro da linha de atuação intitulada “Recuperação ou conservação de espécies e ambientes costeiros, marinhos e de água doce”, onde se enquadra o aprovado projeto Ponta de Pirangi.
No ano de 2009, através do apoio do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do RN (IDEMA/RN), a Oceânica iniciou o projeto “Zoneamento e Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental dos Recifes de Corais (APARC-RN)”, no litoral Norte do Estado do Rio Grande do Norte. A área da APARC foi diagnosticada e o zoneamento preliminar exibido para diversos segmentos de atuação na região. Até o final de 2010 deverá ser finalizado o plano de manejo da APARC.
Em 2010, a ONG Oceânica auxiliou o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (IBAMA) na elaboração do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com as empresas de passeio turístico que operam nos Parrachos de Pirangi (RN).
Em março de 2010 o Projeto Ponta de Pirangi inicia suas atividades em um contexto onde toda a mídia e sociedade se voltou para a polêmica de uma possível festa nos recifes que causaria enorme dano ambiental. Assim, o projeto ganhou visibilidade e sobretudo realizou ações emergenciais com a parceria do IBAMA e empresas náuticas.
A ONG Oceânica já realizou 5 projetos ambientais marinhos e desenvolve 7 atualmente. As principais contribuições prestadas pela ONG Oceânica envolvem diagnósticos ambientais, através de pesquisa, e a educação ambiental que visa conscientizar a sociedade à relevância de preservar e manter as riquezas naturais do meio ambiente marinho.



